quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Notas de amor natalício

Notas de amor natalício

Cada vez que chega 25 de Dezembro 
Renasce a esperança de pôr cobro 
Ao défice de amor e de querer bem 
A todos que atos maus votam ao desdém!

Agora se sente o desamor que os invade, 
Como um potente furacão que alastra 
Sem se importar com o povo que se prostra… 
Impotente e irresistente à calamidade. 

Porque não travamos os pés à parede, forte, 
Pedindo socorro divino para o mundo, 
Suplicando injeção de afeto a todos e a sorte 
De amar e merecer um amor profundo?! 

Custa apagar a ressonância do rancor, 
Libertar os corações egoístas de furor 
Vir instalar pulmões de benevolência 
E carregar as mentes de complacência?!

É de se insistir em perpetrar sincero amor, 
Com amizade e bondade em continuidade, 
Concedendo carinho, sempre, a quem tem dor 
De ausência do amor ou outra necessidade! 

E dizer não ao amor disfarçado ou inconstante, 
Restringido a determinada época conveniente
Exibido e apregoado na televisão para gente
Ver e gabar, ao ver passar a fita da mente.

Amália Faustino Mendes



Marcial Salaverry comentou a postagem no blog Notas de amor natalíciode Amália Faustino
"Se cada qual fizesse sua parte, seguindo os ensinamentos de nosso Mestre, o mundo seria infinitamente melhor do que é, e vida seria agradavelmente vivida... Lindo demais seu poema querida poeta, convida a uma profunda…"
18 minutos atrás
RZorpa comentou a postagem no blog Notas de amor natalício de Amália Faustino
"Vi quase ao vivo a capa com que se cobrem tantos humanos que comigo se cruzam. Alguns têm clara influencia na minha vida... Bela a forma, belo o conteúdo!"
27 minutos atrás
Sílvia Mota comentou a postagem no blog Notas de amor natalício deAmália Faustino
"Belo poema. O renascimento deveria ocorrer todos os dias e não apenas no 25 de dezembro. Beijosssssssss"
1 hora atrás
sara rosa comentou a postagem no blog Notas de amor natalício de Amália Faustino
"Amália belissima poesia chamando o amor nestes tempos modernos onde o amor por vezes não conta, pobres de espirito que ainda não sabem o poder do amor.....parabens e um Belo Natal com Jesus como Companhia.....bjs dcs"
2 horas atrás

Notas de amor natalício


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mudjer di marka Kabuverdi

Nu da mundu boita rodondu
Nu xinti ma Kabuverdiana parka
Ma lá e finka un presensa di marka!

Inda nu atxa preta ku fama
Na terra di branku sem lama
So na promove nós marka!

Tambe nu atxa preta sem dor 
Na kalker terra di pretu 
Ta mostra ma nu tem valor!

Nu soti na kantu tudu mundu
Nu atxa preta trabadjadera 
Nu atxa-l ku era y ku bera!

E kes mudjer kauverdiana
Trabadjadera inda ku karera
Ki e pa kubisa di bom manera!

Kenha ki ben Kabuverdi 
E podi rapara mudjer di li
Polivalenti na manxi kati kati!

Ta barri, ta bati, ta da boita
Ku se mininu prindadu na kosta
Kumida xeroza ta ba ta pronta!

Ku panu o sen el marradu
Na sintura ou botadu na ombru
Kabuverdiana e si mé koxa rodondu.

Atraente tambe, sem manha:
Ku tras, ku dianti, ku kor, ku fasanha
Ku Fama ta korri na trabadju’l boka!

Kes mudjer ki ka dana kabesa, ki ta sumara:
O ku pé, o ku mo, o ku boka, o dotu modi
E ta trabadja pa defende marka se rubera.


Amália  Faustino

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Nós iões da paixão

Nós e iões da paixão
Estava no silêncio dum viçoso milheiral
A erguer-se da queda dum vendaval
Que já uivava distante do seu beiral,
Escutei assobio agradável dum pardal.
Em meu redor, pestanejei os olhos
Tentava vê-lo, piscando sobrolhos
A fintar o sol das quatro, em pedregulhos,
Sem deslocar o pé, evitando abrolhos.
Pardal nenhum lançou outra chilreada,
Mas assobio de homem, numa casa desabitada
Ecoou a melodia de “ami dja n kria ser poeta”
Depois ele brotou em sua feição musculada.
Dirigindo-se a mim, verbalizando piropos,
Prestei atenção de que não dizia trapos
E nessa  voz trémula de engolidos sapos,
Parecia falar de amor destes campos!
Alertou-me pelo abraço dos feijões
Ao que o milho não fugia, dando esticões,
Nem as cordeiras secas caíram de zimbrões
Que mantiveram mansos os seus esporões.
Perante seus exemplos de animais em ações,
Fui vendo moscas, aos pares, imitando aviões,
Gafanhotos a dois, brincando a foguetões
Tudo sem falas audíveis  ou acesas discussões.
Porque nós, os homens e mulheres, trememos
Sem muita razão, quando nos apaixonarmos?
A naturalidade dos animais não apropriamos
E fixamo-nos na superioridade que embarcamos;
Ao sentirmos muita tensão é que obstamos
O raciocínio, escasseando a lógica que temos
Sem dar braço a torcer que nos enganamos
Na escolha que (não) fazemos e afundamos.
Amália Faustino Mendes, 26 de Outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

amar à moda de 2012


Amar à moda de 2012 

AMOR deste século vem-se inovando de conceito,
Mudando sua essência sem paciência com o preceito,
Armadilhando-se no sexo, abundado na exiguidade afetiva,
Relações sem carinho, congelando-se em condição aflitiva!
 
Às vezes, o ano passa, arrastando novos paradigmas de amar!
 
Mas, mais se pulula no imediatismo libidinoso, que um amar
Orquestrado de sentimentos sinceros, de querer estimar,
Dar amparo e companheirismo, conferindo sentido à vida
Ausente de pressão angustiante e afronta promovida.
 
Deixem-me ficar o amor de 2011 se 2012 não acrescenta
Estes ingredientes de amor, carinho e amizade que basta:
 
2 dezenas de abraços envolventes, durante o dia solar;
0 situações aflitivas e zero afrontas por ciúmes no lar;
1 beijão carinhoso e desejado no abraço envolvente;
2 reforços diários ao meu valor e razão de estar vivente!
 
Amália Faustino Mendes, 28 de Dezembro de 2011


sábado, 22 de setembro de 2012

Saudade


Anoiteceu e eu ainda não te vejo,
é mais um dia de espera dolorida.
Aqui prostrado sobre a alma entristecida,
volto a chorar em mais um dia... sem teu beijo.

Amanheceu e eu acordei com tua saudade
Enrolada na dor resfriada por ventos do além
Que me sussurram a tua voz de serenidade
Embrulhada naquele tempo de desdém.

Estou lembrando as alegrias de outrora,
parecem sonhos que alguém jamais viveu;
parecem trilhas que a lembrança percorreu,
são pedacinhos de instantes da memória.

Nessas noites mentoladas, tentei te ver
Em mais um daqueles sonhos fúteis,
Sentindo o teu volumoso peito se mover
Sob as minhas mãos, roçando-se inúteis.

Posso sentir a tua mão tão carinhosa,
pareço ouvir a tua voz inebriante...
 Ver-te não posso,  eu não sou mais teu amante,
talvez quem sabe, vejas esta linda rosa.

Ainda em sonhos, veio uma vermelha rosa,
De uma frescura gotejante, estendendo,
Sem aquela sua mão suave e mimosa,
Trepando a minha janela, assobiando.  

Mas ela mesma, flor de encanto e de paixão,
descolorindo, ao passar de tantos dias,
 vai-se murchando, matando-me de agonia,
pois no teu peito já não bate o coração.

Meu coração, envolto na tua ausência,
Presencia assobio de uma rosa fantasma,
Mas não perece sucumbido na potência
De te achar, te ter e abraçar na mesma.  

Amália Faustino duetando com Jorge Montenegro

sábado, 25 de agosto de 2012

De Maio a badias





Fala-se no Maio de mulheres de falas mansas
Expondo paciência de ferro, brotando alianças  
Vestidas de tolerância apócrifa que se destaca,
Drenando permissividade a homens sem pataca.

Durante um tempo, sem coices nas andanças,
Silêncio nas foices e gritos nas esperanças,
Os dias e noites de livre arbítrio que degelam
Retomam a mansidão de badias que não degolam.

Mansas assim como todas são, mesmo a minha
Que é mulher de coices, que coxeia e acarinha,
Sem me confundir, quando me dá tapinha,
Mostra seus dentes e dotes amorosos de santinha.

E a minha é do Maio, é mesmo igual à badia;
É como mulher santiaguense, preta e luzidia;
Enfeita-se de tons rosa, vestindo-se a roxo,
Empolgando-se, para tirar do sério um macho.

Irresistível se torna na combinação de cor,
Incluindo a preta, a rosa e a roxa sem dor,
Insufladas pelos meus olhos saídos da caixa
Irradia-se ela, por mim e a alma não se queixa.

A luz que faz luzir meus olhos e esta luzidia,
Mesmo que outros olhos ma vêm uma badia,
A origem do amor que meu kretxeu me inspira,
Rompe com preconceitos e conceitos de mira.

Amália Faustino Mendes, 28 de Junho de 2011.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

receita para cachupa rica de cabo verde


Faça uma cachupada sáaaaabi (de carne)


INGREDIENTES
·         4 xícaras de milho cochido (sem farelo)
·         300 g de feijão (ä escolha)
·         200 g de carne bovina
·         300 g de pés de porco
·         200 g de bacon
·         2 batatas grandes
·         4 chouriços
·         2 mandiocas
·         2 batatas doces
·         200 g de couve
·         250g de abóbora
·         50g de cenoura
·         2 cebolas
·         2 folhas de louro
·         4 dentes de alho
·         Azeite a gosto
·         Sal e pimenta a gosto

Tempo de preparo - 1h 30min


Descrição: http://tdg2.imguol.com/images/layout/blank.gifMODO DE PREPARO
1.       Coloque em uma panela a carne em pedaços, o bacon, um pé de porco, os chouriços, pimenta, sal ou caldo de carne. Leva ao fogo para refogar em 30mn.
2.      Na panela de pressão ferva durante 45 minutos os grãos de milho e os feijões, cobertos com água, 1 cebola, 1 fio de azeite, 2 dentes de alho, 1 folha de louro e sal
3.      Depois, em uma panela maior, coloque os feijões com o milho, cubra com água e leve ao fogo para ferver em lume regular ou brando
4.      Acrescente a carne refogada e continua a cozer.
5.      Quando tudo estiver quase cozido, acrescente as batatas, a cenoura, a abobora e a couve
6.      Terminado o cozimento, deixe repousar por alguns minutos e está pronto para ser servido
7.      A cachupa do dia deve ficar um pouco de caldo. (há cachupa refogada com ovo e linguiça, do dia seguinte, esta é torrada, para secar água).