terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pernilongo

Peguei-te numa mão, recolhi-te sem apoucar
E deixei-te restabelecer no meu aconchego...
Recrutando-te, por convite, e fiz-te ficar
Nublado, sob vendas de tecido, que nem digo!
Inebriante de êxtase, decifrando um código,
Loucamente, avançaste, com dedos em riste de afago
Ondulando movimentos de quem me tem apego!!!
Nem pareces mais aquele pernilongo de bico de prego
Grampando corpos, sugando sangue pelo umbigo,
Orfanando, ou enlutando figueiras por cada figo!

Amália Faustino, 26 de Agosto de 2013