quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não quero ver-te

Não quero ver-te
Deixo ficar na minha memória
O teu olhar meigo que suaviza
A minha fúria sempre inglória
Sob o teu assopro de brisa.

Retenho na lembrança o teu amor
Sem recordar do ciúme sem pudor
Que me cegou o entendimento
Potente para filtrar sentimento.
Agora fotografo atrás da porta
Algumas tralhas, e, não importa
Se têm importância afetiva
A parte que fica aqui cativa.
Agora me lembro do que foi nos sacos
E vejo o que ficou fora daqueles sacos
Que coloquei atrás da porta, por fora
Porque não quero ver-te! - Eu dissera .
Certo! Não quero ver-te nunca mais.
De memória abarrotada, até demais
Explodo por meus olhos, soltando o miolo
Espatifado por paixão e zelo de colo.
Amália Faustino
15 de Julho de 2014