quarta-feira, 11 de julho de 2012

Isto é amor


O Amor sente-se, e é um sentimento;
Amar é sentir um certo batimento
Um bem de si e para algo, com nobreza,
E o inspira, expirando a sua natureza.

A natureza do amor é um tanto
Simples, sincera e forte, no entanto;
O amor realiza-se sem lamento,
Mas não se iliba de mau momento

Vive-se o amor sem arrependimento!
Arrepende-se de certa falta de alimento
Ao amor, consumado na indevida altura,
Para efeito de dispensar sua captura!

Ninguém dispensa o amor, captura-o,
E no âmago de um trama urdido, fura-o
Para encontrar o essencial de seus ensejos
Que faltava assimilar e saber viver desejos!

O amor assimila-se e se acomoda nele,
Intelectualmente percebido como aquele
Que se vive de corpo, espírito e alma,
De pureza na satisfação de quem ama!

Aceita-se o amor a qualquer altura;
Ninguém se afasta do amor que dura,
Em função do tempo do amor vivido,
Mas, em função do amor no tempo vivido!

Desejo ser profundamente amada por alguém!
Isso é bom, dá força sem a tirar de ninguém!
Amar alguém, profundamente, dá viragem
De ser correspondido sem muita miragem!
Amália Faustino

Meu condão de paz


Meu condão de paz


Chamei-te meu condão verde,
Mas te conotam com um covarde,
Porque perdoas a quem te bate,
E a todos tratas bem, sem remate.    

Questiono se és um covarde ou valente?
Não serás um covarde aparente?
Creio que suscitas a valentia responsável
E geres conflitos contra a paz viável!

A cor verde de teus olhos cadentes
Incendeiam esperanças patentes,
Enraizadas numa planta humana
Distinta duma adolescência ufana.

Pelo teu nariz espirras lavas de paz
E a clorofila do teu cérebro em chamas
Controla e enleva o teu coração tenaz.

Tuas orelhas são folhas em palmas
De boas mãos que apelam pés a fuga
Para atrofiar o incentivo bélico que rusga.

Amália Faustino Mendes, 12 de Junho de 2012