sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Caminho labiríntico



Caminho labiríntico

Do largo de um cemitério
O céu limpo e transparente
Deixava antever as almas
De vestes brancas e decentes

Espreitavam,  em tom sério,
Como o sol penetrava no império
Onde seus corpos dormidos jaziam
Sem entender como desfaziam.

Num cântico alegre  acenavam
Com  nuvens transparentes
Que deixavam escapar gotas
Percorrendo o sentido de suas rotas.

Caminho  labiríntico e deslizante
E quem não desfolha os erros
Enquanto desce sobre ferros
É difícil subir aos berros a jusante.

O vulcão de solidariedade

O vulcão da solidariedade


O vulcão do Fogo trovejou no Monte Sinai
E Jesus falou por meio dele, chamando a todos,
Não apenas a ouvir o roncar da sua voz,
Mas a escutar a mensagem de Deus e a Lei:


O vulcão, tal como o Poder de Deus, impera
Que ninguém o enfrenta e se o encara, venera,
Resignado na dor, aprofundando em Deus a crença,
Suplicando a absolvição, na réstia da esperança.


Era preciso irromper a barulheira do vulcão
Para correr rios de brasas basálticas no balcão
Onde antes se produzia o manecon famoso
Para despoletar o companheirismo tão vistoso!


A solidariedade cabo-verdiana enraizada na alma
Dispensa qualquer colete de força de vivalma!!!
A subtileza espoliativa assassina a fraternidade
E interrompe o espírito colaborativo em propriedade.


Amália Faustino
11 de Dezembro de 2014

vulcão do fogo (acrostico)



VULCÃO DO FOGO EM 2014 (acróstico)

Vi a encosta dum monte expirando um fumo preto,
Um furo que ninguém deu, rachou e abriu e cuspiu
Lavas incandescentes e gases de todas as castas
Competiam a altitude em acrobacia multicolor,
Astutos trampolins e aterragens bruscas
Onde der e calhar, caiam e corriam em pista feita.

Desta corrida a velocidade diversa as lavas seguiam
O percurso do sofrimento humano e o motor roncava.

Frentes largas, altas, potentes de lavas calculistas,
O caminho que construíam destruía os bens da gente,
Gados, culturas, habitações, escolas, até igrejas,
Ostentando a força sobrenatural com que os abafava.

É o poder de DEUS que se manifesta superior
Mas o mundo e o vulcão Ele governa faz soprar e parar.

2 atitudes importantes se espera dos seres humanos:
0 (zero) ação para obstruir o vulcão ou construir lá algo;
1 profunda crença e esperança em Deus de Poder e AMOR;
4 ou mais atos de solidariedade e ajuda aos afectados.

Amália Faustino
5 Dezembro, 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

MAR





Aqui, à espera do pôr do sol,

Escuto o chap chap das  ondas

Dum mar que insiste  no vaivém,

E desassossego desmedido .

Ó mar, perdoa-me se errei

Quando levou o meu amor!

E agora, é castigo demais recordar

De algo, algures, como o céu distante

Que o tempo  escondeu

Abafado ou fadado e bafejado,

Mas não apagado

Da minha  memória defronte,

Por detrás do horizonte!

Amáia Faustino

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O Ser Homem



                                                             
O ser homem

Oh que bela a vida vivida com verdadeiro amor!


Sabendo que  há diversos gestos de quem ama
E tem sentido, sabor vivenciado ou gozado no amor!
Resta saber viver o amor com amor que ama!

Homem sabe e sente o quanto a mulher o ama,
O reconhecimento que a mulher dele espera
Mais são palavras lindas,  gestos suaves…
E ele, atuante, ostentando o vabor do seu amor,
Mesmo quando falha, tem perdão reparador.

Amália Faustino

 

domingo, 7 de setembro de 2014

relações sem soluções

Um silêncio suicida

Já não acredito em soluções
Que melhorem umas relações
Em que se usa munições
Desvalorizando comunicações.

Palavras suaves esquecidas
Na tua mente porosa
Tua língua, já sem articulações,
Silencia até as assombrações
Que revelavam armações
 assobiavam já não consegues
Só usas os os gumes da lingua
de faca, silêncio dum morto

Na aus~encia de comuniPassiveis de dissolver armações
Premeditadamente maldosas
Criadas em mentes porosas

Tua cabeça é uma pedra pomme


sábado, 6 de setembro de 2014

alma de Cabo Verde

Aqui é assim: mulheres e homens,  ao sol, ou à lua
Meditam sobre a vida, em claro ou a dormir
Iluminados ou à luz da vela, rezando ou sonhando
Lidam contra as dificuldades do dia-a-dia:
Cada um por si nada rende, surge Amílcar e Deus
Antevendo toda a gente reconhecida como tal
Renasce em cada um o querer se livrar do mal.

por todo o lado desta terra
Melodias esfregando suavemente os ouvidos
Um certo resmungar
Enquanto homens e As mulheres ficam a singrar na ponta 
Nasci e encontre-te aqui,  e deixo-te ficar
É peculiar ouvir
Que assina sem sina típica de qualquer lado,
Cada alma desabafa, entre os homens

Suas  suavemente escapam vozes

postergar om ixa sair e se observar
Já tentei, Cabo-verdiano esteja onde for liberta
gritos
Teus gritos
O sol nascente até ao poente sempre convida

A lua lança seus largos olhos meigos
Admirando a beleza das ilhas desta terra
E a vivência dos povos que
mas aqui é mesmo assim, mes
Ninguém se libertatodos se apegam
demonstram sua curiosidade de mãe

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não quero ver-te

Não quero ver-te
Deixo ficar na minha memória
O teu olhar meigo que suaviza
A minha fúria sempre inglória
Sob o teu assopro de brisa.

Retenho na lembrança o teu amor
Sem recordar do ciúme sem pudor
Que me cegou o entendimento
Potente para filtrar sentimento.
Agora fotografo atrás da porta
Algumas tralhas, e, não importa
Se têm importância afetiva
A parte que fica aqui cativa.
Agora me lembro do que foi nos sacos
E vejo o que ficou fora daqueles sacos
Que coloquei atrás da porta, por fora
Porque não quero ver-te! - Eu dissera .
Certo! Não quero ver-te nunca mais.
De memória abarrotada, até demais
Explodo por meus olhos, soltando o miolo
Espatifado por paixão e zelo de colo.
Amália Faustino
15 de Julho de 2014

sábado, 10 de maio de 2014

PROMESSA

PROMESSA

Nasci quando meus pais
quiseram um filho fêmea.
Respondi pronta, porque me pediram,
De propósito, para ser fêmea
Para viver como menininha
que depois vira rapariga
Que ronrona e não lateja,
 segura de si que não pega.

E eu, de mim para mim,
prometi ser uma gata que mia,
Que mima a família
com carinho de coração
amável para que, seja ela ascendente,
descendente, adotada ou apanhada
Seja tomada,Sempre preferida,
e no centro de atenções colocada!

Mas via crianças 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Versos ao acaso

VERSOS AO ACASO

Oh, gente que feliz ver minha gata!
Oi coisa amorosa, boa noite!
Gente, animal, beijinhos doces
Para uma menina na sua madrugada.
Ora veja isto de gente a coisa, gente!
Não é ofensa uma evolução descendente?!
Mas não importa, a quem não quer saber!
É o que está que sai da alma
Talvez esteja com sono, cai ou vai...
Mas olhando para isto Gente, gata, coisa amorosa
Numa evolução descendente
E sem intenção ofensiva,
Importando com o que sai da alma
Que decorre enquanto se revê,
Dito isto, isso ou aquilo, fica feito
Sem reparo e sem amparo
Porque vai e só bem vem se rever ah ah ah,
Agora juntam-se cacos em versos e se faz um poema
Não reparado, desamparado tambem!
Não dá para fazer e acontecer nada
Com tantos gatos em cacos…
Um ser móvel com inertes não brincam!
A gata pula e salta e agarra os cacos
Pode ferir e mesmo se magoar.
Então solta cacos e foge para barrancos
Depravada ou mesmo apavorada,
Saltita os socalcos toda catita
Mas volta e olha para trás, orgulhosa
Até esboça a danca de fandango
Em jeito de que nada se perdeu.