quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

CHUVA DE 18 DE DEZEMBRO


FICA COMIGO

Fica comigo

Primeiro vem ouvir o que tenho pra te dizer
E que sempre esteve entalado no meu ser.
Quero que venhas para o pé de mim
Uma vez e outras vezes, a voar ou de patim,
E não hesites de me tocar, me envolver,
Nem tenhas receio de o meu coração precaver.
Os meu olhos preferem te ter ainda que sem te ver!

Mesmo que eu não te veja, certifico a tua presença;
Esteja sempre por perto, reforçando a minha lembrança,
Nos momentos da minha fraqueza, não te afastes!
Injeta-me força e coragem para levantar as hastes
Nomeando  o teu amor por mim e o meu por ti;
Onde quer que esteja, a minha adoração é por ti!

Já agora, peço-te carinho e vem ficar comigo, aqui
E em toda a parte, acompanha-me, pois sabes o croqui
Sala, mesa, cama, é tudo teu e meu, podes ficar aqui
Uma vez que fica selado o nosso compromisso de AMOR
Sem pretensão de separar, tratemo-nos com primor!


Amália Faustino, 21 de Dezembro de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pernilongo

Peguei-te numa mão, recolhi-te sem apoucar
E deixei-te restabelecer no meu aconchego...
Recrutando-te, por convite, e fiz-te ficar
Nublado, sob vendas de tecido, que nem digo!
Inebriante de êxtase, decifrando um código,
Loucamente, avançaste, com dedos em riste de afago
Ondulando movimentos de quem me tem apego!!!
Nem pareces mais aquele pernilongo de bico de prego
Grampando corpos, sugando sangue pelo umbigo,
Orfanando, ou enlutando figueiras por cada figo!

Amália Faustino, 26 de Agosto de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pilão Cão



Pilão-Cão
Teu corpo de basalto conseguiu entoar
Lindas músicas, envolvendo teu nome,
Pilonkan, que hoje se ouve a soar,
 Ah pilokan kan, ah gente de renome…

Gente que canta mulheres e meninos,
Embrulhando cenas e argumentos finos
Com palavras que dizem sem desprezar
Nem minimizar gente que vive a rezar.

E erguem fios de teus cabelos, puxados pelo ar,
Pintados pela névoa alva da Serra Malagueta
O filtro retentor da frieza que franze tua testa
Em jeito de uma fictícia raiva que te atesta.

Teus pés ficaram plantados no mar
Constantemente lavados pela água de sal
Acariciados até os olhos de pés, para acalmar
Teus joelhos dobrados em zê no Portal.

Articulando com Bacio, tuas pernas e coxas,
Tua barriga e costas permanecem fixas,
Recolhidas até chã de Barros, parindo filhos
Que se aninham nos teus férteis folhos.

Filhos carinhosos agarram-se ao teu tronco
Aninham-se a gozar o calor dos teus abraços
Escondidos na capa do teu veste de barranco
Rochas, cutelos e ladeiras - únicos embaraços

Teus olhos vêem um mundo finito
Tolhido pelas ladeiras dos horizontes
Preso em vales, mar e montes,
Soltando a esperança no céu infinito.

Amália Faustino, 15 de Setembro de 2012

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Penedus di amor



 


Penedus di amor

Faze-m xinti ma bu ta lembra di mi ku kurason.
Mostra-m ma bo e kapás di po-m atenson
Di un algén di ser ki ka alvu a abater!

N meste pa bu dam bu korason, sem atropelu
Pa N transforma-u el nun paraízu
Y la n ta konstrui-bu um kastelu
Ku penedus di amor,
Ku simentu di felicidadi,
Transportadu na carinhu di eletricidadi
Ki ta sende alegria na tristeza, pa torra dor!

Dexa-m mui nha dor na bu parti di dentu, sem avizu;
Dexa-m susui sisma na bu parti intokável;
Dexa so nha mo na bu rede di eletrisidadi
Dexa-m segura bu interruptor deskaskável
Dexa-m aguenta kel xoki di vontadi
Di tem bó, di sta ku bo,
Y di mora na bo, sen abuzu!

Amália Faustino
(4 de junho de 2013)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Sou criança





Sou uma singela criança em botão de flor!
Tento desabrochar, na fé e esperança,
Ensejos paternos de um mundo melhor;
Paraíso p’ra gente boa que não ameaça,
Humanos que emergem e rugem sem dor,
Enquanto apagam agruras da mesma raça,
Nascida já com proteção dum Guardador!
Yes, só agora posso responder com graça!

1 de Junho de 2013
(In sou Criança, Amália Faustino)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Professor e a paz social (adapatado e musicado)



Um professor acabado não se produz
Nem se reduz no fim da vida profissional;
Ele nasce, cresce, vive, reproduz,
Mas não morre pelo título e cabedal!
Refrão I

Seja orgulhoso por ser um professor,
Procure ser um livro de amor e paz
Que se esfolheia e se leia pra ser capaz
De superar modismos para crescer!


O valor social dum professor se reproduz
Permanece depois da vida profissional
Porque ele cresce, induz e reproduz 
Entidades de grande aceitação social!


No início move muitas esperanças
Termina a deixar suas lembranças
Se marcar a mente d’aprendente seu
Através das funções que exerceu.


Um professor que é multifuncional
É lavrador da personalidade,
Psiquiatra da criança e da mocidade,
Lhes coordena a inteligência emocional.


O professor pode introduzir mudança
Na mente de cada um dos educandos,
Instrui-los para perdoar com tolerância,
E enfraquecer-lhes atitudes de desmandos.


Refrão II
Invista no futuro dos aprendentes
Insista com eles e não desista;
Lembre-se sempre de lhes deixar pista,
Dicas e chances de vida surpreendentes.


A educação exibe o valor da vida,
A vacina  anti-crime pode injetar
Ainda exercita os alunos a não quitar
E promove só a conduta adequada!


A paz social pode reinar e preservar,
Se a tolerância germinar e puder crescer
Como aliado da paciência para perdoar
E isso faz a integração aperfeiçoar