sábado, 25 de agosto de 2012

De Maio a badias





Fala-se no Maio de mulheres de falas mansas
Expondo paciência de ferro, brotando alianças  
Vestidas de tolerância apócrifa que se destaca,
Drenando permissividade a homens sem pataca.

Durante um tempo, sem coices nas andanças,
Silêncio nas foices e gritos nas esperanças,
Os dias e noites de livre arbítrio que degelam
Retomam a mansidão de badias que não degolam.

Mansas assim como todas são, mesmo a minha
Que é mulher de coices, que coxeia e acarinha,
Sem me confundir, quando me dá tapinha,
Mostra seus dentes e dotes amorosos de santinha.

E a minha é do Maio, é mesmo igual à badia;
É como mulher santiaguense, preta e luzidia;
Enfeita-se de tons rosa, vestindo-se a roxo,
Empolgando-se, para tirar do sério um macho.

Irresistível se torna na combinação de cor,
Incluindo a preta, a rosa e a roxa sem dor,
Insufladas pelos meus olhos saídos da caixa
Irradia-se ela, por mim e a alma não se queixa.

A luz que faz luzir meus olhos e esta luzidia,
Mesmo que outros olhos ma vêm uma badia,
A origem do amor que meu kretxeu me inspira,
Rompe com preconceitos e conceitos de mira.

Amália Faustino Mendes, 28 de Junho de 2011.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

receita para cachupa rica de cabo verde


Faça uma cachupada sáaaaabi (de carne)


INGREDIENTES
·         4 xícaras de milho cochido (sem farelo)
·         300 g de feijão (ä escolha)
·         200 g de carne bovina
·         300 g de pés de porco
·         200 g de bacon
·         2 batatas grandes
·         4 chouriços
·         2 mandiocas
·         2 batatas doces
·         200 g de couve
·         250g de abóbora
·         50g de cenoura
·         2 cebolas
·         2 folhas de louro
·         4 dentes de alho
·         Azeite a gosto
·         Sal e pimenta a gosto

Tempo de preparo - 1h 30min


Descrição: http://tdg2.imguol.com/images/layout/blank.gifMODO DE PREPARO
1.       Coloque em uma panela a carne em pedaços, o bacon, um pé de porco, os chouriços, pimenta, sal ou caldo de carne. Leva ao fogo para refogar em 30mn.
2.      Na panela de pressão ferva durante 45 minutos os grãos de milho e os feijões, cobertos com água, 1 cebola, 1 fio de azeite, 2 dentes de alho, 1 folha de louro e sal
3.      Depois, em uma panela maior, coloque os feijões com o milho, cubra com água e leve ao fogo para ferver em lume regular ou brando
4.      Acrescente a carne refogada e continua a cozer.
5.      Quando tudo estiver quase cozido, acrescente as batatas, a cenoura, a abobora e a couve
6.      Terminado o cozimento, deixe repousar por alguns minutos e está pronto para ser servido
7.      A cachupa do dia deve ficar um pouco de caldo. (há cachupa refogada com ovo e linguiça, do dia seguinte, esta é torrada, para secar água).

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quando eu for poeta




Quando eu for poeta de verdade
Saberei arrumar palavras em cruz
Ou credo, em montes de certa beldade
Que atraem visores pela sua luz.

Enquanto me transformo num poeta,
Também não quero parecer um pateta
Que nada vê ou nenhum mal percebe,
Ignorando ocorrências evitáveis na plebe!

Decido agora ir escrevendo umas palavras
Dispostas em cadeias que prendem o ódio
E encavalitar outras em campos de lavras,
Construindo espaço prisional para o ócio.

Ah se conseguir ser poeta e souber escrever
Umas palavras livres, que voam em liberdade!...
Desenharei os limites de um direito no dever
Para engasgar a libertinagem fundada na felicidade!

As palavras que escrevo, não vendo, são oferecidas 
E pretendo que sejam chuva no casulo do rancor
Para amolecer, no espírito humano, essências homicidas,
Adotadas em qualquer situação, como solução de cor.

Amália Faustino

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Meu dia internacional (Acróstico)














M eus pais chamam-me ainda bebé
E cheiram-me, inspirando como o rapé,
U ntando-me os lábios cheios de amor.

D ispensam-me tanto amor e carinho,
I dentificam outras crianças sem amor,
A rfando a respiração no peito, com dor.


I ndignam-se com crianças de tudo carentes,
N ormais, anormais, perturbadas e doentes,
T orturadas, sem nunca fumarem o carinho,
E xploradas em demasia, violadas num cantinho,
R ebatidas por maldade, inveja e arrogância.
N avegadas na essência da sua inocência
A spiraram, humanamente, um dia ser cidadãs
C rianças que qualquer outra tratasse por irmãs,
I ntegradas na sociedade, com uma vida digna
O bstinadas, persistem em cantar e dançar,
N ão desistindo de uma sobrevivência condigna
A licerçada nos direitos a um de Junho cobiçar
L egitimo DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA!

ALBERTINO (acrostico)




Albertino, distrai-me, peço-te desculpas
Logo que pude ver a data sem as minhas
Brinquei logo com estas minhas palavras,
Esboçando cantiga da data de boas safras.
Riquezas te fado entre palmas e beijos,
Tenha muita saúde em 100 anos sobejos,
Inteligência e um mantido QI são desejos,
Nutrindo este momento de sensação triunfal
Orquestro parabéns a você, meu amigo AL!

Amália Faustino Mendes, 3 de Junho de 2011

BETINHO (acrostico)


 
 
Boas pessoas nem sempre surgem 
Então Deus colocou você no meu caminho
Transbordando tamanha bondade
Instituída por Deus pirada na esperança,
Nutrindo-me emoção com temperança
Humanamente fraca ante a adversidade
Ocultada nas minhas fraquezas da idade.                

Amália Faustino, 26 de outubro

Saudades de todos




Quem vai é que leva saudades!
Fui e levei saudades de todos
Daqui, e de suas propriedades,
Exteriorizando seus bons modos!

Fui e levei saudades de cada um
De todos em geral, e de nenhum
Pude esquecer de sua essência
Durante toda a minha ausência.

Agora amenizo saudades de alguns
De verdade manifestaram em seu sentir
E minha alma viu sinceridade duns
Com quem presença estou agora a repartir!

Amália Faustino, 3 de Novembro de 2011

Belmiro, Parabéns



B em sei que desejavas receber um presente
E mbrulhado em papel especial, contente
L igavas mais do que esta trouxa de palavras
M esmo que contenham amor, em lavras,
 I mbuídas de boa fé, são vazias de material
R epetem sons carinhosos e afugentam o mal
O nde deve reinar a boa saúde e a tolerância.

P arabéns por estes anos, duplica a soma,
A lmejando a permanência com vida e saúde,
R epetindo com gosto esta festa, vezes amiúde,
A bstém-te de supérfluos da vida, com calma,
B eneficia-te da paz interior e seja tolerante,
E vitando qualquer situação conflituante
N ormalmente presente na vida e te afecta
S abendo ser a felicidade sempre a tua meta.

Amália Faustino, 3 de Junho de 2011

O dia 5 de Junho (acrostico)


O Dia 5 de Junho é dia mundial do ambiente;

D evíamos tratar com carinho o ambiente
I dentificar ações benéficas e do mal ciente
A qualquer tempo, ano, mês, dia e vivente!

M udemos de mentalidade, cada um em particular,
U rdindo ideais que se materializam sem prejudicar,
N em o ambiente, nem a ecologia, nem a atmosfera
D ê-me a sua mão e façamos um grupo que se esmera,
I nspirando-nos em boas práticas protetoras da vida
A nimal racional e irracional, planta, a coisa querida,
L astimando na poluição, o efeito de estufa e a morte lenta.

D ê-me a sua mão e façamos um grupo que se esmera,
O rquestremos e entoemos em voz alta: deixemos esta era!

A mamos este mundo e queremos que ele persista…
M arquemos uma presença com amor, não desista!
B em-aventurados aqueles que protejam o ambiente
I dentificando suas práticas com este ideal decente
E scolhendo actos nocivos ao ambiente, deles afastar
N em que seja preciso algum sacrifício no belo estar
T endo que prevalecer o ser, cirandado no tudo ter
E stonteante, que não o deixa ver a desgraça do ser!

Amália Faustino Mendes, 5 de Junho de 2011


Pinho no vinho



Vi em cada ninho uma garrafa de vinho
Cada homem, uma cabeça esmagada,
Cada copo, remando sobre sua pegada
Apagada a cada passo levada a lanho.

Nadando em braçadas de burburinho
Segue, fugindo das bocas do mundo
O sonâmbulo murmura já moribundo,
Resmungando lá nos horizontes do sonho:

Não estou a fingir que é para lá que vou!
Eu quero ir-me embora donde estou
Dando a meus pés inchados seu vinho de 40,
Ressacas de cabeça com a cor que aparenta! 

Quem disser que já não tenho idade pra isto
Desconhece que eu faço isto por ser misto
Homem pinho no vinho, perna de arame
Que verga, dobra e lança sem derrame.  

Amor por paz...



Só quem desconhece o amor
É uma antítese da PAZ, sem temor
Que não ama o seu semelhante
E até no Natal dele fica distante
E com ele nada de bem partilha,
Mas publicita arrogância com pilha,
Mesmo sabendo ser mais importante
Ajudar os outros e não ser arrogante,
Pois, Deus colocou-o ao Seu serviço
Para, como Ele, promover a Paz e a concórdia
Entre pessoas que pedem ou não misericórdia,
Evitando ostentar seu ter com viço.


Amália Faustino

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

o vigor de um sonho versão 1


Acordei suada, como se fosse verdade,
Todo o ato que realizei durante o sono…
E haveria movimentos, nesta idade,
Tão ágeis, tão frenéticos e em uníssono?

Tomara que ficasse a sonhar, acordada,
Recordando meus tempos idos, medos verdes,
Coragem tremida dessa tenra idade, amada,
Mas não experimentada, nem quebrada!

Agora meus sonhos vêm, batem recordes,
Com todo o vigor de outrora, voa-me a fama
Que aterrou a coragem da idade, nuns moldes
Estranhamente marcados no corpo e na alma.

Amália Faustino, 2 de Agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O vigor de um sonho


Acordei suada, como se fosse verdade,
Todo o ato que realizei durante o sono…
Haveria movimentos, nesta idade,
Tão ágeis, tão frenéticos e em uníssono?


A dormir, meus olhos fechados vêem, a cores,
Os perfumes de paz que as narinas sorvem,
As gotas de carinho que anestesiam as dores
Dos cotovelos de solidariedade que movem. 

Assim sendo, prefiro os sonhos e acordes,
A cadenciar meus tempos idos, medos verdes,
Nas fugas de coragem tremida duma mocidade, 
Que conheceu os tempos de bonomia  e caridade.

Só os sonhos que me vêm, batem recordes,
Com todo o vigor de outrora, ainda voa-me a alma
Que aterra a coragem da idade, nuns moldes
Estranhamente marcados no corpo e na fama.

Amália Faustino, 2 de Agosto de 20122

O ego e a língua


Uma fala podia ser suficiente...

Mas persistes em ser ineficiente!


Jogas com muita manha,
Ensimesmado na tua sanha
Interesses ainda obscuros,
Toldados em pontos escuros,
Ofuscam quem não esteja ciente!

Expectativa bem defraudada,
Similar estratégia de silada,
Perdeu sentido de derrocada.
Esbatidas investidas adoptadas
Comungam dessa natureza tua,
Imbuída de arrogância crua e nua,
Alardeando tua descompostura,
Lograda por eleição prematura!

Domando agora teu ego e a língua,
Exibes logo a tua gala à míngua!

Sarcástica intenção, então, se lê
E é, em cada sorriso teu, que se vê
Rotulados o teu estar e o teu ser.

Amália Faustino